Centro de Formação de Treinadores de Cães-Guia fortalece a inclusão social na Rede Federal

O papel da Rede Federal vai além da oferta de educação profissional a jovens e adultos. As instituições também atuam na inclusão social e valorizam a qualidade de vida dos portadores de necessidades especiais, promovendo a acessibilidade e o aprendizado no ambiente institucional. Nessa perspectiva, em todas regiões do País, os Centros de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia contribuem para proporcionar autonomia e segurança a pessoas privadas da visão, além de incentivarem a interação da instituição com a comunidade.

Em 2017, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – campus de Alegre realizará a entrega dos primeiros cães-guia treinados pela instituição, contribuindo para a disseminação da tecnologia assistiva e para a transformação do dia a dia das pessoas com deficiência visual. Atualmente, 13 cães estão em treinamento e outros 14 passam por socialização com famílias voluntárias. Após o processo de adaptação, esses animais serão entregues aos proponentes selecionados a partir do Cadastro Nacional de Candidatos à Utilização de Cães-Guia da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH). Ainda neste mês serão realizadas a entrevista para análise do solicitante e a avaliação in loco.

O Ifes foi a segunda instituição da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica a estabelecer um Centro de Formação. Em caráter piloto, o Instituto Federal Catarinense (IFC) – campus Camboriú deu início às atividades em 2012, quando abriu a primeira turma de pós-graduação, em nível de especialização, para Treinador e Instrutor de Cães-Guia. Em fevereiro deste ano, o IFC contabilizou o 19º cão-guia treinado e entregue pelo instituto. Quem recebeu Morena, um labrador fêmea, foi o estudante de Sistemas de Informação Gustavo Farias Medeiros. A dupla está na fase de adaptação, que dura, em média, um mês.

“A Morena será minha porta-voz na vida; ela sempre vai chegar primeiro que eu. Ela me traz segurança, acessibilidade, oportunidade de conhecer novos amigos e desbravar horizontes”, comenta entusiasmado. O estudante de 18 anos conta que pesquisou muito antes de tomar a decisão de ter um cão-guia. “Analisei todo o processo e só percebi vantagens. As pessoas com quem eu conversava falavam que o cão-guia trazia companheirismo e amor, então me senti apto para receber a Morena”, conta.

De acordo com o Treinador e Instrutor do IFC Carlos Eduardo Rebello, esta etapa de adaptação pela qual Gustavo e Morena estão passando é muito importante e exige trabalho intenso, com treinamento teórico e prático. “Agora estamos acompanhando as atividades diárias do Gustavo, depois será necessário ter o afastamento e acompanhar a rotina de longe para a Morena perder o vínculo comigo, que a treinei”, explica.

Também vivem o processo de implantação de Centros de Formação os Institutos Federais de Sergipe (São Cristóvão), do Amazonas (Manaus), do Ceará (Limoeiro do Norte), Goiano (Urutaí) e do Sul de Minas Gerais (Muzambinho). As unidades serão estruturadas com alojamento, canil, maternidade, clínica veterinária e pista de treinamento.

Números – Com base nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 7,3 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil. Dessas, 1,2 milhão possui limitações severas e 95% não têm acesso a nenhum serviço de reabilitação.

Foto: Carlos Eduardo Rebello

Nívea Furtado

Assessoria de Comunicação

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