Conif participa de debate sobre orçamento para a educação na Câmara dos Deputados

Em debate sobre a crise Econômica nas Instituições de Ensino Superior no Brasil, realizado nesta terça-feira, 21/11, em sessão da Câmara dos Deputados transformada em Comissão Geral, o presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Roberto Brandão, defendeu a importância da atuação dos institutos federais no país, como ferramenta de transformação social, e destacou a necessidade de investimentos para garantir educação gratuita e de qualidade para milhares de brasileiros.

“Represento o Conif, que hoje está realizando, na capital paraibana, a Reditec. Trata-se de uma reunião dos dirigentes, que somados aos reitores e diretores gerais, são mais de 800 pessoas. Todos estão lá discutindo exatamente como ultrapassar alguns obstáculos, diante deste cenário de redução orçamentária”, enfatizou. “ Nós somos 41 instituições, com 644 campus localizados em todos os estados do Brasil. Somamos cerca de 1 milhão de alunos, entre ensino médio, ensino técnico, graduação e pós-graduação. Cerca de 82% dos nossos estudantes são de escolas públicas. Destes, 79% são alunos com renda familiar de até três salários mínimos. Então, temos um potencial muito grande de transformar vidas por meio da educação, as preparando para o mundo do trabalho e proporcionando formação cidadã. Mas, se não houver uma proposta de recomposição orçamentaria, nós não poderemos continuar com essas ações, bem como expandir a educação cientifica e tecnológica”, declarou.

Presidida pela deputada Margarida Salomão, a sessão ainda contou com a participação do coordenador da Câmara de Administração do Conif, Uberlandando Tiburtino; da Deputada Maria do Rosário; do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes), Emmanuel Zagury Tourinho; do presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira; do presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Luiz Davidovich; do presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Mariana Dias; e da presidente da Associação Nacional de pós-graduandos (ANPG), Tamara Naiz. O debate teve como objetivo tratar sobre os desafios enfrentados pelas universidades e institutos federais de educação, diante da redução de recursos destinados nos últimos anos. Esse cenário tem impactado o custeio de despesas fixas, além de ocasionar a demissão de servidores terceirizados, o fechamento de setores, a redução de oferta de cursos e vagas e o cancelamento de programas e projetos de ensino, por exemplo.

Na ocasião, Uberlandando Tiburtino, ressaltou o desempenho dos alunos da Rede Federal no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), bem como no Programa Internacional de avaliação de estudantes 2015 (Pisa- na sigla em inglês). “Nossos estudantes tiveram desempenho superior, em ciências, em relação aos alunos da Coreia do sul. Em leitura, eles só ficaram atrás de Singapura. Se a educação pública brasileira acompanhasse a qualidade do ensino oferecido nos institutos federais, todos os nossos alunos estariam atrás apenas de Singapura” destacou. “Essa é a recondução social que estamos fazendo”, finalizou.


Assessoria de Comunicação

Conif

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