Jornal rankeia nota do Enem e aponta liderança dos Institutos Federais

Incluindo os resultados da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), reportagem da Folha de S.Paulo publicada no último domingo, 14/1, aponta que “o desempenho dos alunos de ensino médio de institutos federais no Enem 2016 colocou unidades da rede no topo das escolas públicas em 14 Estados”. Traçando uma comparação do indicador de qualidade com a redução do orçamento – menos 14% no período de 2015 a 2017 –, a publicação classifica essas instituições como “elite da escola pública de ensino médio, referência em educação técnica”.

Segundo tabulação da Folha, obtida a partir dos dados brutos divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), a média geral registrada pelos institutos federais no Enem 2016 foi de 564,93, uma diferença de 3% em relação à rede privada, que alcançou a pontuação de 580,93. “Isso demonstra que o modelo de ensino da Rede Federal é diferenciado e realmente funciona, especialmente se considerarmos que a preparação para o Enem não faz parte da nossa política institucional”, observa o diretor Administrativo do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Wilson Conciani, reitor do Instituto Federal de Brasília (IFB).

Ao atribuir o bom desempenho dos estudantes à qualidade do ensino, Conciani elenca um conjunto de fatores que cooperam para esse resultado: o projeto pedagógico diferenciado, a infraestrutura, o comprometimento dos servidores com a educação e os esforços dos alunos. “Além do Enem, o PISA [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes] é outro importante indicador da excelência da Rede Federal. Na última edição, nossos estudantes superaram o desempenho de vários países desenvolvidos. O relatório ressaltou também a diversidade em nossas instituições, já que temos estudantes de várias origens sociais”, enfatiza.

Enem 2016 – Destacaram-se em seus Estados os institutos federais do Espírito Santo (Ifes – campus Vitória), do Rio Grande do Norte (IFRN – campus Natal Central), de Santa Catarina (IFSC – campus Florianópolis-Centro), de Goiás (IFG – campus Goiânia), de Sergipe (IFS – campus Aracaju), do Piauí (IFPI – campus Teresina Central), de Alagoas (Ifal – campus Arapiraca), da Paraíba (IFPB – campus João Pessoa), do Maranhão (IFMA – campus Imperatriz), de Mato Grosso (IFMT – campus Cuiabá), de Tocantins (IFTO – campus Palmas), de Rondônia (Ifro – campus Ji-Paraná), de Roraima (IFRR – campus Boa Vista) e do Amapá (Ifap – campus Macapá).

Orçamento – Com 41 instituições, a Rede Federal possui atualmente 644 unidades implantadas em todo o Brasil e cerca de 900 mil estudantes, 64% matriculados no ensino médio. Considerando esses dados e outros critérios técnicos, todos os anos o Conif apresenta ao MEC uma proposta de matriz orçamentária para o exercício seguinte, com o objetivo de garantir o pleno funcionamento das instituições e a manutenção das atividades estudantis.

Para 2018, o valor de custeio defendido pelo Conif à Lei Orçamentária Anual (LOA) foi de R$ 3,9 bilhões, sendo aprovados pelo MEC R$ 2,2 bilhões. Quanto a recursos de investimento, não há um valor oficialmente definido pelo Poder Executivo, mas o Conselho reivindica o montante de R$ 700 milhões para reestruturação e expansão. Há ainda 36 unidades sem orçamento, para as quais seriam necessários, no mínimo, R$ 26.518.768,43.

Em relação a 2017, o valor de custeio previsto na matriz orçamentária proposta pelo Conif foi de R$ 3,7 bilhões, sendo empenhados R$ 2,9 bilhões. Já o investimento executado no ano passado foi de R$ 319 milhões.

Com informações da Folha de S.Paulo

Foto: Instituto Federal de Goiás (IFG)

 

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