Conif participa de audiência pública sobre a Lei da Aprendizagem

O reitor do Instituto Federal de Brasília (IFB), Wilson Conciani, representou o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) em audiência pública que discutiu a “Lei da Aprendizagem, sua atualização e o novo Ensino Médio”, realizada na Câmara dos Deputados nessa terça-feira, 12/6. O integrante do colegiado deu destaque à atuação do Conif na construção de soluções para enfrentar as mudanças no ensino médio.

No segundo semestre de 2018, “A construção das diretrizes curriculares do Ensino Médio Integrado da Rede Federal” pautará a segunda edição do Seminário Nacional do Ensino Médio Integrado (SNEMI) no período de 7 a 9 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF). Nesse momento, com inspiração na Lei nº 13.415/2017, especialistas de todo o País estarão reunidos para discutir direcionamentos conceituais e políticos a partir de uma proposta de documento base que será discutida nos próximos meses.

Para Conciani, a reforma da educação vive um momento de forte discussão que precisa ser aproveitado. “É uma reforma que a gente pediu, que a gente queria, mas que não corresponde exatamente às expectativas da Rede Federal. Agora estamos no auge do debate, trabalhando para que possamos implementá-la mesmo com todas dificuldades conceituais e operacionais”, disse, destacando ainda que o Conif possui algumas preocupações quanto à vinculação do ensino médio à educação profissional. “Não é um desafio simples. Quando falamos em concomitância e integração precisamos ser cautelosos e discutir para que tudo esteja funcionando bem em 2020”.

A construção de itinerários formativos foi outra questão levantada pelo representante do Conif. “Isso é fundamental para organizar os cursos e promover uma formação mais eficaz, até porque as demandas não são globais, são pontuais. A gente precisa ensinar o profissional a navegar na sua área com mais conhecimento dos que os puramente técnicos. O mercado muda, o mundo muda e a gente precisa estar preparado para isso. Acontece que os nossos docentes tiveram uma formação diferente e encontram dificuldade na educação profissional. Por isso, precisamos repensar a formação de professores”, enfatizou.

Em relação à evasão, 68% dos estudantes que se afastam das instituições da Rede Federal agem por questões sociais. De outro lado, conforme dados da Plataforma Nilo Peçanha, as instituições investem, em média, R$ 14 mil em cada aluno que permanece em sala de aula. “Esse valor corresponde a cerca de um terço do que praticam países como Suíça, Suécia, Alemanha e Finlândia; é um terço do que nossas escolas privadas cobram pelo ensino médio propedêutico”, explicou Wilson Conciani.

A audiência pública, requerida pelos deputados Izalci Lucas (DF) e Caio Narcio (MG), foi composta por duas mesas de debate. A primeira abordou o tema “PL 10.088/2018 – Atualização da legislação da Aprendizagem profissional e o aprimoramento da política de inserção dos jovens no mercado de trabalho". A segunda, que contou com a participação do Conif, foi intitulada “A Lei da Aprendizagem e suas possibilidades para o desenvolvimento sustentável do Brasil à luz do novo Ensino Médio".

Da primeira, participaram a secretária da Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Eline Nascimento; o gerente Executivo de Educação Profissional e Tecnológica do Senai, Felipe Morgado; o diretor do Departamento de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho (MT), Higino Brito Vieira; a procuradora do Trabalho da 1ª Região, Dulce Martini Torzeci; a gerente Socioeducativo e Pastoral do Centro Salesiano do Adolescente (Cesam/DF), Tatiana Augusto Furtado Gomes; e a gerente de Operações Norte e Centro-Oeste do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), Mônica Batista Vargas de Castro.

Além do reitor do IFB, a mesa "A Lei da Aprendizagem e suas possibilidades para o desenvolvimento sustentável do Brasil à luz do novo Ensino Médio" contou com o representante do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) Hebertty Vieira Dantas; o coordenador Nacional da Aprendizagem (MT), Antônio Alves Mendonça Junior; e a procuradora do Trabalho da 6ª Região, membro da Coordenadoria de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), Jailda Pinto.

 

Assessoria de Comunicação

Conif

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