IFMA, IBC e INES promovem capacitação de profissionais da educação nas áreas das deficiências visual e auditiva

O Seminário Escola sem Barreiras foi realizado no campus Monte Castelo do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís.

Foram quatro dias de imersão em dois mundos praticamente desconhecidos pela maioria das pessoas que enxergam e escutam.

O resultado foi a sensibilização de cerca de 400 pessoas para a necessidade de fazer a inclusão de pessoas surdas, cegas e surdocegas sair do papel e se transformar em realidade no sistema regular de ensino brasileiro.

Os ministrantes das palestras e oficinas foram todos professores de duas instituições federais que são referência no ensino e na pesquisa nas áreas das deficiências visual e auditiva: o Instituto Benjamin Constant (IBC) e o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines).

A grande maioria dos participantes foi formada por profissionais que atuam nas escolas públicas do Maranhão e estados vizinhos.

Durante o seminário, os participantes conheceram um pouco do Sistema Braille de escrita e leitura para cegos; da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para surdos; aprenderam como estabelecer contato e se comunicar com pessoas surdocegas; como auxiliar um cego a se deslocar nos espaços públicos; como produzir materiais didáticos especiais para cegos e surdos para ajudá-los na compreensão dos conteúdos dados em sala de aula.

Nas palestras, o tema da acessibilidade foi esmiuçado, abrangendo todos os aspectos que devem ser considerados pelos gestores de escolas públicas e privadas. Os professores dos dois institutos explicaram os conceitos de acessibilidade atitudinal, programática, instrumental, estrutural, metodológica e comunicacional.

“É preciso que todos - professores e profissionais que trabalham nos setores de apoio ao ensino - estejam preparados para receber esse aluno cada vez mais presente em nossas escolas. E ele tem que ser atendido adequadamente do momento em que cruza o portão da escola no início do turno, até o momento em que cruza de novo ao ir embora para casa. Ele tem que se sentir parte da comunidade acadêmica. Se não se sentir, não está incluído de fato”, explica o diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo.

Para o diretor-geral do INES, Marcelo Cavalcanti, a falta da cultura da acessibilidade no Brasil tem negado o acesso a informações relevantes a milhões de pessoas e, consequentemente, o direito de elas formarem seus próprios conceitos sem os filtros colocados pelos outros.

“Pessoas surdas, por exemplo, têm acesso à imagem de forma descontextualizada. Sem saber o que objetivamente está sendo dito, só resta a elas acreditar na versão das pessoas com quem costumam conviver”, explicou.

O professor João Batista Botelho, chefe do Departamento de Direitos Humanos e Inclusão do IFMA e organizador do seminário, disse estar satisfeito com o retorno dos participantes sobre as atividades desenvolvidas no seminário. “A participação nas atividades está sendo grande e a interação com os professores também, de modo acho que o evento cumpriu o seu objetivo”, disse.

Botelho prometeu também estreitar ainda mais a parceria com o INES e o IBC na realização de outros eventos de capacitação, inclusive com duração maior para que os conteúdos sejam dados de forma mais aprofundada.

“Temos que aproveitar a capilaridade que os institutos federais têm por todo o Brasil para nos transformarmos em polos de disseminação dessas técnicas e práticas de inclusão o mais rapidamente possível”, concluiu.

Os diretores do INES e do IBC fizeram questão de ressaltar que ao longo dos mais de 160 anos de existência, as duas instituições sempre estiveram abertas à capacitação de recursos humanos nas áreas em que são especializadas. Ambos elogiaram a iniciativa do IFMA e se colocaram à disposição para outros eventos de formação tanto no Maranhão como nos outros estados do País.

Conheça as instituições IBC e INES.

 

Bárbara Bomfim

Assessoria de Comunicação

Conif

(61) 3966-7204

 

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